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Recentemente, o PTB, órgão congênere do Inmetro na Alemanha, realizou um evento para debater a redefinição do padrão de massa. O quilograma é a única unidade de base do Sistema Internacional de Unidades (SI) que ainda é definida por um artefato físico: o protótipo internacional do quilograma, que é mantido pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM). O problema é que esse material, ao longo do tempo, sofre desgastes e esta alteração na massa pode causar imprecisões em experimentos e transações comerciais que necessitem de medidas extremamente exatas. Sendo assim, a proposta é que o novo padrão esteja baseado em propriedades quânticas imutáveis da natureza.

Neste momento, dois projetos estão sendo avaliados: um desenvolvido pelo NIST, instituto de metrologia americano, em parceria com o NRC/NCR do Canadá, e outro pelo próprio PTB. Os alemães sugerem o uso da esfera de silício, que teria sua quantidade de átomos contabilizada e estes dados representariam o novo kg. Já os americanos e canadenses propõem o uso da Balança de Watt, que demonstrará a potência elétrica necessária para manter um quilograma de massa em equilíbrio.

A definição sobre qual será o novo padrão deve ocorrer em 2018. “Não necessariamente uma dessas duas propostas será escolhida, pode ocorrer uma terceira via, que é a convergência dos dois projetos”, explica o coordenador-geral de Articulação Internacional, Jorge Cruz, que estava presente no evento realizado pelo PTB no mês passado.

Esta mudança irá reduzir ainda mais as incertezas das medições e terá impactos que vão além das relações comerciais. “Esta alteração de padrão envolve, inclusive, questões ligadas à saúde, como, por exemplo, uma maior exatidão na dosagem de medicamentos”, explica Jorge Cruz.

Fonte: Inmetro.

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